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Envelhecimento com Dependência: Cuidados e Cuidadores de Idosos

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Este livro apresenta um corpo de conhecimentos originados das dissertações e teses orientadas pela Dra. Úrsula Karsch, querida amiga, que nos deixou muito cedo, sob meus veementes protestos. Tanto mais a contribuir! Uma partida prematura, diante da grandeza da sua obra. Ficam as memórias da profissional competente e comprometida, da pesquisadora astuta, atenta ao detalhe, inquisitiva. Da professora dedicada, exigente, mas sempre acolhedora. Da mulher cosmopolita, pioneira e na vanguarda de seu tempo. De sua presença forte e marcante. Sobretudo, ficam-me as memórias de nossa amizade. Ficam as lembranças de reuniões e projetos no Brasil e no exterior. Lembranças de seu senso de humor sofisticado, de sua sensibilidade… de seu carisma. Este grupo de pesquisadores/autores do Grupo de Pesquisa Epidemiologia do Cuidador da PUCSP, sob sua coordenação durante 15 anos, tornam seu edificante trabalho, um legado de valor inestimável na área do Envelhecimento Humano sob a perspectiva multifocal e interdisciplinar: saúde, políticas públicas, família e sociedade, humanismo e legislação, são alguns dos temas que se fazem presentes nesta obra. Parabéns, Úrsula Karsch! Fica-me a certeza do compartilhamento por tantos dos seus ideais e ideias postos nesta importante publicação.

Alexandre Kalache

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Fios da meada e Colcha de Retalhos (2X1)

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DOIS LIVROS EM UM: FIOS DA MEADA E COLCHA DE RETALHOS

Há muito tempo Cremilda e eu projetávamos escrever um livro a quatro mãos que não seguisse o modelo dos inúmeros trabalhos assinados por ambos sem fronteiras de autoria. Surgiu assim a ideia de reunir em um só volume duas obras ao mesmo tempo autônomas e inseparáveis. Que não se tocam, mas se comunicam como círculos concêntricos em um espelho d´água. Ou como os fios da meada se entrelaçam na colcha de retalhos.

Colcha de Retalhos apresenta artigos, crônicas e ensaios em 170 páginas, enquanto Fios da Meada traz textos saborosos, férteis reflexões a partir de obras com as quais Cremilda dialoga ao longo de 200 páginas.

Sinval inicia seu livro com a pergunta: qual é o lugar da literatura? E recorre a Balzac em busca de respostas:

Reza a lenda que a mãe de Balzac, ao ver o filho desistir da advocacia para se tornar escritor teria dito que a literatura não lhe garantiria o futuro, ao que ele respondeu: Minha senhora, a literatura não é profissão, literatura é destino.

Os textos aqui reunidos expressam minha visão sobre a arte de contar histórias, que pratico desde que me entendo por gente.

Cremilda Medina, além de orientar alunos na ECAUSP, dirige oficinas de escrita para uma turma de frequentadores da USP60+, oferecidas no CEUMA – Centro Universitário Maria Antônia e oferece um curso de narrativas no Espaço Longeviver, na sede do Portal do Envelhecimento (https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/narrativas-de-cremilda-medina-no-portal-do-envelhecimento/)

Saiba mais sobre Cremilda Medina acessando o link https://revistalongeviver.com.br/index.php/revistaportal/article/view/810/869

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Intergeracionalidade: Cartas na Mesa

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Atividades, projetos e programas intergeracionais têm se multiplicado dentro e fora do Brasil desde os anos 90. Partem da percepção que a aproximação de velhos e jovens pode se constituir como resposta ao distanciamento, ou até mesmo aos conflitos, entre gerações. Comumente compostas por atividades lúdicas e culturais, essas ações são voltadas para a coeducação e a solidariedade etária, mas também podem ocorrer em trabalhos voluntários e militantes, adquirindo mais fortemente um caráter político. Nesse caso, podemos ter gerações trabalhando ombro a ombro em prol da comunidade, como é o caso das comissões intergeracionais em programas comunitários, como os que ocorrem com mais frequência em países como Inglaterra e Alemanha. O tempo dirá sobre a eficácia de tais iniciativas.

O ideal é que no futuro, ações dessa natureza não sejam mais tão necessárias, na medida em que recuperarmos o vigor da vida comunitária (se o recuperarmos). As perspectivas desses programas são promissoras, ajudam a aproximar pessoas, diminuindo a desconfiança, a prevenção, o preconceito. Mas é preciso reconhecer que tais programas não são panaceias, pois não têm o poder de revolucionar as relações sociais. É preciso lembrar que as dificuldades do diálogo intergeracional devem ser compreendidas no contexto maior das relações humanas no mundo em que vivemos. Portanto, em última instância, o bom convívio entre pais e filhos, avós e netos, enfim, de velhos e moços dentro e fora de uma família, depende da transformação das estruturas econômicas e de suas superestruturas políticas. Inegavelmente, tal processo de transformação passa pela educação das novas gerações, desde a mais precoce idade.

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Longeviver, Políticas e Mercado

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Esta coletânea reúne um grupo de pesquisadores com vasta experiência e produção na área da gerontologia social. Longeviver é um tema moderno, na medida em que é estar no meio do ciclone entre visões e sentimentos contraditórios sobre o envelhecer. O alargamento dos anos cronológicos traz novos horizontes para a sociedade e os sujeitos e é este o debate proposto aqui.

Não podemos mais empurrar a velhice para as margens, porque os velhos desejantes já não se submetem a ser plateia, exigem o protagonismo. Batalhas intergeracionais, latentes e até mesmo instituídas, são hoje mais complexas e incluem mais de duas ou três gerações.

Criar e gerir programas e políticas são prioritário para o enfrentamento desses novos desafios. Para tal, a abordagem multidisciplinar dos docentes-autores é muito bem-vinda e dá subsídios para todos que pretendem acessar áreas como cultura, ambiente, saúde, ética, política e até mesmo o mercado.

Ótima leitura!

Marcia Almeida Batista

Diretora da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde – FACHS/PUCSP

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O Cuidador do Idoso em ILPI: Uma Relação Humana e Delicada

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Esta obra constitui o resultado de uma inquietação construída ao longo de anos de vivência junto a idosos institucionalizados, resultando em transformações significativas na vida da autora. Margherita de Cassia Mizan trabalhou 14 anos em uma ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) e segue, como autônoma, atendendo este público fragilizado, totalizando mais de 20 anos de interação com idosos e cuidadores.

 

Este livro é resultado da sua dissertação de mestrado, defendida na PUCSP, e da sua experiência prática e teórica como psicóloga e professora convidada das especializações em Gerontologia e Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

O aumento da população idosa trouxe consigo a longevidade e, por conseguinte, necessidades específicas e essenciais para que esta população tenha uma sobrevivência digna. Ficar mais velho, longevo, para alguns indivíduos pode significar a impossibilidade de autogestão, gerando uma dependência frente a terceiros. É possível perceber diferentes velhices que se apresentam, sendo aquela com dependência o ponto central deste livro. As formas de existência com dependência necessitam de dispositivos de apoio que garantam uma existência satisfatória até o perecimento; o cuidador de idosos pode ser considerado um desses dispositivos, assim como as Instituições de Longa Permanência para Idosos – ILPIs.

 

Este trabalho elegeu como cenário a ILPI e, como um de seus atores, o cuidador de idoso. Busca-se, então, explorar a relação que se estabelece entre o idoso e seu cuidador, os aspectos subjetivos desta relação, haja vista ser precisamente este profissional que garante, através dos cuidados básicos, a manutenção de uma vida digna e com qualidade para os idosos que residem em uma ILPI, produzindo uma delicada e essencial relação de cuidado.

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O Envelhecer Diante da Ameaça de Morte e do Desejo de Vida

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Ao nos vermos diante da morte e ao mesmo tempo desejando a vida, nos deparamos com o silêncio do Divino. Chamamos, mas ninguém responde. É quando nos percebemos finitos, com nossos respectivos prazos de validade prontos para, a qualquer momento, expirar.

Luciana Mussi, doutora em Psicologia Social pela PUCSP, apresenta esta reflexão no seu novo livro: O Envelhecer Diante da Ameaça de Morte e do Desejo de Vida: uma reflexão Bergmaniana.

O livro mergulha no documentário A Ilha de Bergman, no qual o diretor, Ingmar Bergman, aos 88 anos, revê sua vida e reflete sobre os mais de 60 anos dedicados ao cinema.

A autora recorre também às reflexões do filósofo romana Cícero sobre o envelhecer e a trajetória de transformação da deusa grega Deméter para questionar se o remédio para as dores da vida sentidas na velhice particular de cada um seriam suas lembranças.

Quem curte cinema, estuda e se preocupa com o envelhecer, encontrará neste livro uma leitura leve, agradável, intimista e profunda, pois o cinema, entre todas as artes, de acordo com o filósofo francês Edgar Morin, é a que mais se aproxima da experiência humana e de suas questões existenciais como vida e morte.

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Vestir com os Desafios do Envelhecimento

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Ao longo de muitos anos, atuando no mundo da moda, me dei conta – não sem espanto – da distância que separa, na atualidade, o envelhecimento e a velhice deste “mundo”. Indagava se os preconceitos, estigmas e a discriminação – tão presentes na sociedade atual, em vários âmbitos da vida daquele que envelhece – estariam ainda presentes entre nós. Perguntava como a relação moda/velhice é concebida pelos que respondem pela moda ou a criam. Foi a busca por respostas a estas indagações que me levou à publicação deste livro.

Na moda temos a reposição dos valores que ainda cultivamos sobre a velhice. Na moda, a velhice é invisível, inexistente. Jovens e adultos ocupam lugares centrais e privilegiados. Para não “cair no ridículo”, quem envelhece deve se pautar pelo “bom senso”, princípio básico que orienta as escolhas e as opções de roupas e acessórios.

A “ausência” da velhice na moda parece se justificar por si mesma; afinal, o envelhecimento da população brasileira é um fenômeno razoavelmente recente, remontando às últimas três décadas do Século XX. Até então, a presença de crianças, jovens e adultos na população brasileira era expressiva.

Este livro foi escrito com base na minha trajetória pessoal, estreitamente ligada à moda. Seguem-se capítulos dedicados à história da vestimenta, sua história no Brasil, à velhice, ao envelhecimento e à minha velhice.

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Poética da Velhice – 32 propostas de atividades práticas a partir da leitura

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PRÉ-LANÇAMENTO PEDIDOS SERÃO POSTADOS A PARTIR DE 01/06/2020

 

Poética da Velhice – leituras, atividades e diálogos sobre o viver e o envelhecer

Cristiane T. Pomeranz, arteterapeuta com mestrado em gerontologia, apresenta um livro delicioso, uma obra de arte em forma de crônicas do cotidiano a partir do seu viver e da interação com idosos, muitos deles com Alzheimer, com os quais compartilha bons momentos em museus e ILPIs com seu magnifico Projeto Faça Memória. O livro está dividido em quatro eixos: Velhice e Arte; Velhice, Tempo e Espaço; Velhice e Intergeracionalidade e Velhice e Finitude.

Neste livro, Cristiane propõe 32 atividades para trabalharmos com idosos, simples e eficazes, que permitem altos voos aos participantes. Ela o escreveu como um presente para sua mãe, em homenagem aos seus 80 anos, mas podemos considerá-lo um presente para todos nós, especialmente para quem trabalha com idosos ou tem parentes com alguma dificuldade cognitiva.

Cremilda Medina, no posfácio, observa que Cristiane, profissionalmente, mergulha até mesmo na crueldade da demência para criar pontes de comunicação por meio da arte. A propósito, diz com transparência dilacerada: “Hoje não só tolero como transformo o olhar para o sofrimento causado por esse tipo de ausência. A morte é natural; a demência, cruel”.

Continua: “Este livro nos traz o testemunho consciente, amadurecido no convívio, de que é possível se transpor para outras paisagens humanas, esculpir os próprios sonhos no sonhar coletivo. O projeto se realiza na experiência dos sentidos e nada mais fecundo do que se valer das artes plásticas, da música, da literatura, da fotografia e de todas as expressões artísticas para soltar as asas libertárias do voo. Assim, na sintonia profunda com idosos de horizonte aparentemente contido, Cristiane distribui gestos abertos da arte, gestos de bravura irreverente, de estética não comportada, aquela que, ao contrário do que julgam os de sensibilidade atrofiada, não distorce a realidade, mas navega no delírio metafórico.”

Cada crônica, além de propor uma atividade prática, tem uma ilustração na forma de desenho que pode ser pintada.

 

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Tecendo o Chamado de Atena e Aracne – 30 oficinas para o segmento 60+

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Tecendo o chamado de Atena e Aracne: 30 atividades para o segmento 60+

Sônia Fuentes apresenta um livro em forma de Caderno de Atividades contendo 30 oficinas detalhadas para se trabalhar com o público 60+. Enumera todo o material a ser utilizado, orienta o ritual para a ação e os desafios que promoverão alegria, bem-estar, vivacidade, vitalidade, socialização e uma melhora considerável na memória e cognição dos participantes.

Todas as atividades foram testadas com idosos do Centro-Dia “Pasárgada”, alguns com Alzheimer. A experiência envolve jovens do Projeto Quixote que atuaram como agentes socioculturais, ou seja, a autora fez sua pesquisa com dois grupos vulneráveis, idosos e jovens carentes, numa experiência intergeracional na qual atesta que todos crescem com as atividades propostas.

Nas palavras da autora: A preocupação em tecer, criar atividades produtivas às pessoas idosas, me toca profundamente há muitos anos. O envolvimento com esse processo, na pesquisa e práticas com a temática da velhice e do envelhecimento, permitiu-me concretizar o desejo de produzir algo diferenciado, adequado às competências das pessoas idosas.

“A pretensão, vale pontuar, é que esse Caderno de Atividades não esgote outras possibilidades de trabalho com os velhos, que funcione como gatilho para a criação de atividades diferentes, inéditas, que não seja visto como mais um modelo ou cartilha, mas um material que enriqueça o dia a dia do idoso, fazendo-o ganhar interação com profissionais e residentes nas instituições.”

As atividades no formato de Oficinas aqui propostas podem ser adequadas a outros segmentos: crianças, jovens ou adultos. Como a proposta é trabalhar com idosos, oferece-se certo grau de facilidade em seus procedimentos, mas que seriam modificadas conforme o público-alvo, representando sempre novos desafios.

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Alzheimer: identificar, cuidar, estimular

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O processo de envelhecimento é universal e irreversível, pode ocorrer de forma saudável ou patológica, dependendo, em grande parte, dos hábitos adotados por cada sujeito ao longo da vida.

Diante de uma população que envelhece rapidamente e de uma estimativa de vida que aumenta década após década, cresce também o número de patologias relacionadas à velhice em que as alterações das funções do corpo e do processo cognitivo, presentes em doenças neurodegenerativas e progressivas como a Doença de Alzheimer, trazem uma demanda específica de atenção à saúde.

Em uma linguagem clara e acessível, a autora sugere cuidados psicológicos, cognitivos e emocionais voltados para idosos de uma maneira geral e, especificamente, para familiares e cuidadores que lidam com pessoas com a Doença de Alzheimer.

Este livro é uma ferramenta valiosa para cuidadores e familiares, estudantes e profissionais que atuam no contexto do envelhecimento, e indispensável a todos que desejam conhecer a fundo a Doença de Alzheimer e demências similares.

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Depressão e Perdão: a pastoral do itinerário pessoal e coletivo rumo a um bom envelhecer

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Envelhecer é um desafio, mas envelhecer bem é um desafio ainda maior. Não somos preparados para envelhecer, esperamos ser eternamente jovens e acreditamos piamente que apenas os outros envelhecem. No mundo real não é bem assim, os problemas do dia a dia vêm sobre nós a todo instante e somos confrontados com a nossa realidade, ou seja, com nossos limites. Quando nos damos conta, o tempo passou e a vida muda de sentido.

Vivenciar a experiência do envelhecer é se dar conta que essa jornada começa no momento em que somos concebidos. Neste exato momento tem início o processo do envelhecimento. Por isso, seria importante que durante a nossa infância, adolescência e juventude nos perguntássemos: como trato o idoso que carrego dentro de mim?

Sim, nós não envelheceremos a partir do momento em que completarmos 60 anos de idade (ou 65 nos países desenvolvidos, conforme a Organização Mundial de Saúde – OMS). O processo de envelhecimento é inexorável, irreversível, mas não é uma doença, é próprio da vida, que nos faz crescer se nos permitirmos viver intensamente cada fase. E envelhecer é algo idiossincrático, isto é, próprio de cada indivíduo, não existe uma fórmula que possa ser aplicada a todos.

Este livro apresenta algumas técnicas terapêuticas que podem ser aplicadas a pessoas de qualquer idade com traços de depressão, mas sobretudo seriam importantes para as pessoas com mais idade, como no caso da personagem do livro, Maria, que se deixa ajudar e, aos 50 anos, revê seus fantasmas e tira fardos das costas. Faz isso com o intuito de ter uma melhor velhice, mas acreditamos que não é preciso esperar tanto para se conseguir enfrentar suas sombras.

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Envelhecer com Fibromialgia: a dor como companheira

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A vivência profissional como assistente social e colaboradora do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, além da trajetória acadêmica e de pesquisadora fortemente associada aos aspectos relacionados ao envelhecimento, levam a autora a questionar, refletir e mergulhar nas profundezas da dor, na tentativa de compreender e apontar saídas para quem sofre com essa doença invisível.

A fibromialgia, uma dor que se instala no corpo e permanece, tem características peculiares. Acomete principalmente mulheres; provoca impacto negativo no cotidiano das pessoas; compromete a capacidade de desenvolver atividades rotineiras e manter relacionamentos saudáveis; e muitas vezes afasta a pessoa do trabalho e a leva ao isolamento.

A autora revela que a dor, qualquer dor, quando não controlada, torna-se crônica e assume a forma de um ente que invade, toma conta do corpo e da alma de forma lenta e insidiosa, transformando o dia a dia de quem a carrega no desafio de Sísifo, aquele que leva sua dor pra cima e pra baixo sem esperança de cura.