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Longevidade: como vivem os idosos acima dos 80

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Este livro traz uma ampla pesquisa sobre como vivem os idosos acima dos 80 anos. De acordo com Vicente Paulo Alves, um dos organizadores da publicação: os octogenários precisavam de uma maior atenção e de pesquisas, esta obra visa dar-lhes toda a atenção.

Lucy de Oliveira Gomes, outra organizadora, acrescenta: Face ao crescimento progressivo da parcela mais velha da população brasileira, é necessário que a sociedade desenvolva conhecimento detalhado dessa etapa da vida, de suas necessidades e particularidades para a adoção de medidas adequadas de cuidado. Esse novo cenário nacional exige do Estado a formulação e a implantação de políticas públicas que assistam essa população e, especificamente, de um sistema de saúde que esteja preparado para atender às especificidades dos longevos. Nesses idosos, muitos acometimentos não são passíveis de cura, requerendo medidas que favoreçam a qualidade de vida e o alívio do sofrimento. Dessa forma, sendo o serviço público de saúde o mais utilizado pelos idosos, há necessidade de adequada preparação dos centros de saúde, bem como dos profissionais para enfrentamento e conhecimento das demandas relacionadas ao envelhecimento da população. Para tanto, deverá contar com profissionais que compreendam o processo de envelhecer em todas as suas dimensões (biológica, social, psicológica e espiritual), respeitando a autonomia do idoso longevo.

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O Governador do Fim do Mundo

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Em 1765, um jovem capitão de cavalaria vindo de Lisboa chega ao Rio de Janeiro. Na agora capital do Vice Reino (título pertencente, até 1763, a São Salvador da Bahia) ele permanece por alguns dias à espera do que lhe reserva o destino. Teme pelo futuro, já que foi transferido do reino por motivos disciplinares. Ao ser chamado à presença do Vice-Rei Conde da Cunha, representante máximo da Coroa no Brasil, recebe duas notícias, uma boa, outra nem tanto. A boa é que acaba de ser promovido a coronel. A má é que foi nomeado comandante de armas da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, que o Vice-Rei define, sem meias palavras, como “o fim do mundo”.

De fato, a rica e despovoada terra de ninguém que se estende da vila da Capitania de Santa Catarina às margens do Rio da Prata, um território três vezes maior do que Portugal continental, continua sendo objeto de disputa entre as coroas ibéricas. A Capitania de São Pedro do Rio Grande, criada em 1760 e diretamente subordinada ao governo central, permanece, em grande parte, ocupada pelos espanhóis. A vila e o porto de Rio Grande, capital do território, está nas mãos dos invasores. O governo foi transferido às pressas para o povoado de Viamão. Com o inimigo às portas, a população vive um clima de pavor. A administração está completamente desorganizada. As defesas se mostram incapazes de resistir a um novo ataque inimigo. Esse é o “fim do mundo” no qual o jovem oficial português vai desempenhar suas novas atribuições.

O governador José Custódio de Sá e Faria, que assumiu a função em 1764, após o desastre do ano anterior quando se deu a invasão, recebe com simpatia o novo colaborador. Juntos começam o hercúleo trabalho de reconquistar a província que ameaça se desprender do Brasil. É nessa perigosa conjuntura que “O Governador do Fim do Mundo” vive suas aventuras e desventuras ao longo de um exílio de quase vinte anos no Brasil.

Tantos são os reveses, sucessos e peripécias que envolvem sua misteriosa trajetória que o homem de carne e osso poderia ser confundido com um personagem de folhetim. Mas seu legado é real e marcante na formação do Rio Grande do Sul. Além da reconquista do território, primeiro como comandante de armas, depois como governador, o oficial português terá papel decisivo na fundação da freguesia de Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre, que se transformaria, durante seu período governativo, na capital da Capitania do Rio Grande de São Pedro.

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Poética da Velhice – 32 propostas de atividades práticas a partir da leitura

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Leituras, atividades e diálogos sobre o viver e o envelhecer.

Cristiane T. Pomeranz, arteterapeuta com mestrado em gerontologia, apresenta um livro delicioso, uma obra de arte em forma de crônicas do cotidiano a partir do seu viver e da interação com idosos, muitos deles com Alzheimer, com os quais compartilha bons momentos em museus e ILPIs com seu magnífico Projeto Faça Memória. O livro está dividido em quatro eixos: Velhice e Arte; Velhice, Tempo e Espaço; Velhice e Intergeracionalidade e Velhice e Finitude.

Neste livro, Cristiane propõe 32 atividades para trabalharmos com idosos, simples e eficazes, que permitem altos voos aos participantes. Ela o escreveu como um presente para sua mãe, em homenagem aos seus 80 anos, mas podemos considerá-lo um presente para todos nós, especialmente para quem trabalha com idosos ou tem parentes com alguma dificuldade cognitiva.

Cada crônica, além de propor uma atividade prática, tem uma ilustração na forma de desenho que pode ser pintada.

 

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O Alemão Pegou o Bonde – o visitante indesejado se torna companheiro de viagem

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Ao contar como a DA, Doença de Alzheimer, entrou na nossa vida, garfando mamãe aos pouquinhos, compartilho com pessoas que vivem situações semelhantes a esperança de continuar suas vidas sem embarcar no bonde do desespero. Este ninguém merece. Se alguém pensa que conviver com o Alemão é fácil, divertido, engraçado, pode tirar o cavalinho da chuva, montar e galopar para ir se tratar no primeiro pinel que encontrar pelo caminho. Pronto, falei.

O Alemão, apelido pelo qual tratamos o Alzheimer, é tão assustador quanto aquele outro alemão que mesmo depois de morto e enterrado ainda nos assusta por meio de seguidores obtusos. Um sacudiu o mundo com seu horror; o outro sacode famílias ao eliminar quaisquer zonas de conforto.

Atenção, cuidado, muito cuidado, pois sem o reconhecimento e a aceitação da presença do Alemão o futuro da família se esfacela de fato. Entendo a dificuldade em aceitá-lo, a rejeição, afinal, quem em sã consciência se dispõe a acolher um alemão que entra com os dois pés na sua casa e chega mandando, impondo mudanças, ameaçando tirar o juízo de todos, não só da anfitriã ou anfitrião, chega disposto a acabar com o parco conforto familiar? A princípio, ninguém quer receberesse visitante, mas vou dizer uma coisa, acolher o Alemão não é uma opção, trata-se de uma necessidade. Como assim? Falo por experiência própria, infelizmente.

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Longeviver, Políticas e Mercado

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Esta coletânea reúne um grupo de pesquisadores com vasta experiência e produção na área da gerontologia social. Longeviver é um tema moderno, na medida em que é estar no meio do ciclone entre visões e sentimentos contraditórios sobre o envelhecer. O alargamento dos anos cronológicos traz novos horizontes para a sociedade e os sujeitos e é este o debate proposto aqui.

Não podemos mais empurrar a velhice para as margens, porque os velhos desejantes já não se submetem a ser plateia, exigem o protagonismo. Batalhas intergeracionais, latentes e até mesmo instituídas, são hoje mais complexas e incluem mais de duas ou três gerações.

Criar e gerir programas e políticas são prioritário para o enfrentamento desses novos desafios. Para tal, a abordagem multidisciplinar dos docentes-autores é muito bem-vinda e dá subsídios para todos que pretendem acessar áreas como cultura, ambiente, saúde, ética, política e até mesmo o mercado.

Ótima leitura!

Marcia Almeida Batista

Diretora da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde – FACHS/PUCSP

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Fios da meada e Colcha de Retalhos (2X1)

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DOIS LIVROS EM UM: FIOS DA MEADA E COLCHA DE RETALHOS

Há muito tempo Cremilda e eu projetávamos escrever um livro a quatro mãos que não seguisse o modelo dos inúmeros trabalhos assinados por ambos sem fronteiras de autoria. Surgiu assim a ideia de reunir em um só volume duas obras ao mesmo tempo autônomas e inseparáveis. Que não se tocam, mas se comunicam como círculos concêntricos em um espelho d´água. Ou como os fios da meada se entrelaçam na colcha de retalhos.

Colcha de Retalhos apresenta artigos, crônicas e ensaios em 170 páginas, enquanto Fios da Meada traz textos saborosos, férteis reflexões a partir de obras com as quais Cremilda dialoga ao longo de 200 páginas.

Sinval inicia seu livro com a pergunta: qual é o lugar da literatura? E recorre a Balzac em busca de respostas:

Reza a lenda que a mãe de Balzac, ao ver o filho desistir da advocacia para se tornar escritor teria dito que a literatura não lhe garantiria o futuro, ao que ele respondeu: Minha senhora, a literatura não é profissão, literatura é destino.

Os textos aqui reunidos expressam minha visão sobre a arte de contar histórias, que pratico desde que me entendo por gente.

Cremilda Medina, além de orientar alunos na ECAUSP, dirige oficinas de escrita para uma turma de frequentadores da USP60+, oferecidas no CEUMA – Centro Universitário Maria Antônia e oferece um curso de narrativas no Espaço Longeviver, na sede do Portal do Envelhecimento (https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/narrativas-de-cremilda-medina-no-portal-do-envelhecimento/)

Saiba mais sobre Cremilda Medina acessando o link https://revistalongeviver.com.br/index.php/revistaportal/article/view/810/869

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Intergeracionalidade: Cartas na Mesa

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Atividades, projetos e programas intergeracionais têm se multiplicado dentro e fora do Brasil desde os anos 90. Partem da percepção que a aproximação de velhos e jovens pode se constituir como resposta ao distanciamento, ou até mesmo aos conflitos, entre gerações. Comumente compostas por atividades lúdicas e culturais, essas ações são voltadas para a coeducação e a solidariedade etária, mas também podem ocorrer em trabalhos voluntários e militantes, adquirindo mais fortemente um caráter político. Nesse caso, podemos ter gerações trabalhando ombro a ombro em prol da comunidade, como é o caso das comissões intergeracionais em programas comunitários, como os que ocorrem com mais frequência em países como Inglaterra e Alemanha. O tempo dirá sobre a eficácia de tais iniciativas.

 

O ideal é que no futuro, ações dessa natureza não sejam mais tão necessárias, na medida em que recuperarmos o vigor da vida comunitária (se o recuperarmos). As perspectivas desses programas são promissoras, ajudam a aproximar pessoas, diminuindo a desconfiança, a prevenção, o preconceito. Mas é preciso reconhecer que tais programas não são panaceias, pois não têm o poder de revolucionar as relações sociais. É preciso lembrar que as dificuldades do diálogo intergeracional devem ser compreendidas no contexto maior das relações humanas no mundo em que vivemos. Portanto, em última instância, o bom convívio entre pais e filhos, avós e netos, enfim, de velhos e moços dentro e fora de uma família, depende da transformação das estruturas econômicas e de suas superestruturas políticas. Inegavelmente, tal processo de transformação passa pela educação das novas gerações, desde a mais precoce idade.

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Vestir com os Desafios do Envelhecimento

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Ao longo de muitos anos, atuando no mundo da moda, me dei conta – não sem espanto – da distância que separa, na atualidade, o envelhecimento e a velhice deste “mundo”. Indagava se os preconceitos, estigmas e a discriminação – tão presentes na sociedade atual, em vários âmbitos da vida daquele que envelhece – estariam ainda presentes entre nós. Perguntava como a relação moda/velhice é concebida pelos que respondem pela moda ou a criam. Foi a busca por respostas a estas indagações que me levou à publicação deste livro.

Na moda temos a reposição dos valores que ainda cultivamos sobre a velhice. Na moda, a velhice é invisível, inexistente. Jovens e adultos ocupam lugares centrais e privilegiados. Para não “cair no ridículo”, quem envelhece deve se pautar pelo “bom senso”, princípio básico que orienta as escolhas e as opções de roupas e acessórios.

A “ausência” da velhice na moda parece se justificar por si mesma; afinal, o envelhecimento da população brasileira é um fenômeno razoavelmente recente, remontando às últimas três décadas do Século XX. Até então, a presença de crianças, jovens e adultos na população brasileira era expressiva.

Este livro foi escrito com base na minha trajetória pessoal, estreitamente ligada à moda. Seguem-se capítulos dedicados à história da vestimenta, sua história no Brasil, à velhice, ao envelhecimento e à minha velhice.

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Envelhecimento com Dependência: Cuidados e Cuidadores de Idosos

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Este livro apresenta um corpo de conhecimentos originados das dissertações e teses orientadas pela Dra. Úrsula Karsch, querida amiga, que nos deixou muito cedo, sob meus veementes protestos. Tanto mais a contribuir! Uma partida prematura, diante da grandeza da sua obra. Ficam as memórias da profissional competente e comprometida, da pesquisadora astuta, atenta ao detalhe, inquisitiva. Da professora dedicada, exigente, mas sempre acolhedora. Da mulher cosmopolita, pioneira e na vanguarda de seu tempo. De sua presença forte e marcante. Sobretudo, ficam-me as memórias de nossa amizade. Ficam as lembranças de reuniões e projetos no Brasil e no exterior. Lembranças de seu senso de humor sofisticado, de sua sensibilidade… de seu carisma.

 

Este grupo de pesquisadores/autores do Grupo de Pesquisa Epidemiologia do Cuidador da PUCSP, sob sua coordenação durante 15 anos, tornam seu edificante trabalho, um legado de valor inestimável na área do Envelhecimento Humano sob a perspectiva multifocal e interdisciplinar: saúde, políticas públicas, família e sociedade, humanismo e legislação, são alguns dos temas que se fazem presentes nesta obra. Parabéns, Úrsula Karsch! Fica-me a certeza do compartilhamento por tantos dos seus ideais e ideias postos nesta importante publicação.

 

Alexandre Kalache

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O Cuidador do Idoso em ILPI: Uma Relação Humana e Delicada

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Esta obra constitui o resultado de uma inquietação construída ao longo de anos de vivência junto a idosos institucionalizados, resultando em transformações significativas na vida da autora. Margherita de Cassia Mizan trabalhou 14 anos em uma ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) e segue, como autônoma, atendendo este público fragilizado, totalizando mais de 20 anos de interação com idosos e cuidadores. O livro é resultado da sua dissertação de mestrado, defendida na PUCSP, e da sua experiência prática e teórica como psicóloga e professora convidada das especializações em Gerontologia e Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

O aumento da população idosa trouxe consigo a longevidade e, por conseguinte, necessidades específicas e essenciais para que esta população tenha uma sobrevivência digna. Ficar mais velho, longevo, para alguns indivíduos pode significar a impossibilidade de autogestão, gerando uma dependência frente a terceiros. É possível perceber diferentes velhices que se apresentam, sendo aquela com dependência o ponto central deste livro. As formas de existência com dependência necessitam de dispositivos de apoio que garantam uma existência satisfatória até o perecimento; o cuidador de idosos pode ser considerado um desses dispositivos, assim como as Instituições de Longa Permanência para Idosos – ILPIs.

 

Este trabalho elegeu como cenário a ILPI e, como um de seus atores, o cuidador de idoso. Busca-se, então, explorar a relação que se estabelece entre o idoso e seu cuidador, os aspectos subjetivos desta relação, haja vista ser precisamente este profissional que garante, através dos cuidados básicos, a manutenção de uma vida digna e com qualidade para os idosos que residem em uma ILPI, produzindo uma delicada e essencial relação de cuidado.

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O Envelhecer Diante da Ameaça de Morte e do Desejo de Vida

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Ao nos vermos diante da morte e ao mesmo tempo desejando a vida, nos deparamos com o silêncio do Divino. Chamamos, mas ninguém responde. É quando nos percebemos finitos, com nossos respectivos prazos de validade prontos para, a qualquer momento, expirar.

 

Luciana Mussi, doutora em Psicologia Social pela PUCSP, apresenta esta reflexão no seu novo livro: O Envelhecer Diante da Ameaça de Morte e do Desejo de Vida: uma reflexão Bergmaniana. O livro mergulha no documentário A Ilha de Bergman, no qual o diretor, Ingmar Bergman, aos 88 anos, revê sua vida e reflete sobre os mais de 60 anos dedicados ao cinema.

 

A autora recorre também às reflexões do filósofo romana Cícero sobre o envelhecer e a trajetória de transformação da deusa grega Deméter para questionar se o remédio para as dores da vida sentidas na velhice particular de cada um seriam suas lembranças.

 

Quem curte cinema, estuda e se preocupa com o envelhecer, encontrará neste livro uma leitura leve, agradável, intimista e profunda, pois o cinema, entre todas as artes, de acordo com o filósofo francês Edgar Morin, é a que mais se aproxima da experiência humana e de suas questões existenciais como vida e morte.

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Tecendo o Chamado de Atena e Aracne – 30 oficinas para o segmento 60+

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Sônia Fuentes apresenta um livro em forma de Caderno de Atividades contendo 30 oficinas detalhadas para se trabalhar com o público 60+. Enumera todo o material a ser utilizado, orienta o ritual para a ação e os desafios que promoverão alegria, bem-estar, vivacidade, vitalidade, socialização e uma melhora considerável na memória e cognição dos participantes.

Todas as atividades foram testadas com idosos do Centro-Dia “Pasárgada”, alguns com Alzheimer. A experiência envolve jovens do Projeto Quixote que atuaram como agentes socioculturais, ou seja, a autora fez sua pesquisa com dois grupos vulneráveis, idosos e jovens carentes, numa experiência intergeracional na qual atesta que todos crescem com as atividades propostas.

Nas palavras da autora: A preocupação em tecer, criar atividades produtivas às pessoas idosas, me toca profundamente há muitos anos. O envolvimento com esse processo, na pesquisa e práticas com a temática da velhice e do envelhecimento, permitiu-me concretizar o desejo de produzir algo diferenciado, adequado às competências das pessoas idosas.

“A pretensão, vale pontuar, é que esse Caderno de Atividades não esgote outras possibilidades de trabalho com os velhos, que funcione como gatilho para a criação de atividades diferentes, inéditas, que não seja visto como mais um modelo ou cartilha, mas um material que enriqueça o dia a dia do idoso, fazendo-o ganhar interação com profissionais e residentes nas instituições.”

As atividades no formato de Oficinas aqui propostas podem ser adequadas a outros segmentos: crianças, jovens ou adultos. Como a proposta é trabalhar com idosos, oferece-se certo grau de facilidade em seus procedimentos, mas que seriam modificadas conforme o público-alvo, representando sempre novos desafios.

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Depressão e Perdão: a pastoral do itinerário pessoal e coletivo rumo a um bom envelhecer

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Envelhecer é um desafio, mas envelhecer bem é um desafio ainda maior. Não somos preparados para envelhecer, esperamos ser eternamente jovens e acreditamos piamente que apenas os outros envelhecem. No mundo real não é bem assim, os problemas do dia a dia vêm sobre nós a todo instante e somos confrontados com a nossa realidade, ou seja, com nossos limites. Quando nos damos conta, o tempo passou e a vida muda de sentido.

Vivenciar a experiência do envelhecer é se dar conta que essa jornada começa no momento em que somos concebidos. Neste exato momento tem início o processo do envelhecimento. Por isso, seria importante que durante a nossa infância, adolescência e juventude nos perguntássemos: como trato o idoso que carrego dentro de mim?

Sim, nós não envelheceremos a partir do momento em que completarmos 60 anos de idade (ou 65 nos países desenvolvidos, conforme a Organização Mundial de Saúde – OMS). O processo de envelhecimento é inexorável, irreversível, mas não é uma doença, é próprio da vida, que nos faz crescer se nos permitirmos viver intensamente cada fase. E envelhecer é algo idiossincrático, isto é, próprio de cada indivíduo, não existe uma fórmula que possa ser aplicada a todos.

Este livro apresenta algumas técnicas terapêuticas que podem ser aplicadas a pessoas de qualquer idade com traços de depressão, mas sobretudo seriam importantes para as pessoas com mais idade, como no caso da personagem do livro, Maria, que se deixa ajudar e, aos 50 anos, revê seus fantasmas e tira fardos das costas. Faz isso com o intuito de ter uma melhor velhice, mas acreditamos que não é preciso esperar tanto para se conseguir enfrentar suas sombras.

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Envelhecimento e Cuidados – uma chave para o viver

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Esta coletânea tem o propósito de trazer à discussão um tema muito relevante e atual: os cuidados. O livro nos faz pensar sobre como são necessários cuidados com corpo e mente, durante toda uma vida, para que se possa ter assegurada uma velhice mais feliz, com sustentabilidade.

Cuidados e sustentabilidade do homem e da natureza, segundo Leonardo Boff (2013), caminham juntos, amparando-se mutuamente. Se não houver cuidados, dificilmente se alcançará uma sustentabilidade que se mantenha em médio e longo prazos. São as duas pilastras básicas, não as únicas, que vão sustentar uma necessária transformação do nosso estar na Terra.

Cuidados, se tomado em sentido restrito, pode parecer estar somente em sintonia com três dos artigos desta coletânea, cujos títulos ostentam explicitamente esse termo. Mas quando pensamos no termo Cuidados posto logo após o termo Envelhecimento, ambos em uma solidária justaposição, nos faz lembrar que o cuidado é condição para que o envelhecimento possa se dar de forma desejada e bem-sucedida.

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O Envelhecimento Ativo e seus Fundamentos

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Esta coletânea reúne artigos que tratam dos quatro fundamentos do conceito de atividade na atual Política de Envelhecimento Ativo: saúde, socialização, segurança/proteção e aprendizagem ao longo da vida.

São 19 artigos distribuídos em aproximadamente 600 páginas. Todos abordam a necessidade de se discutir de que modo a conquista da longevidade pode se traduzir como uma experiência positiva tanto para os sujeitos, quanto para a sociedade. O foco é dirigido para os obstáculos a serem enfrentados e para as oportunidades oferecidas para que a vida na velhice seja vivida com dignidade.

A Política de Envelhecimento Ativo recomenda e reconhece a necessidade de otimização de oportunidades para fomentar bem-estar físico, psicológico e social. Bens primordiais numa sociedade que dá valor à vida em qualquer idade. Investigar seu alcance na dinâmica da sociedade brasileira é um desafio que está em consonância com o compromisso de todo profissional que atua com idosos.

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Envelhecer com Fibromialgia: a dor como companheira

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A vivência profissional como assistente social e colaboradora do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, além da trajetória acadêmica e de pesquisadora fortemente associada aos aspectos relacionados ao envelhecimento, levam a autora a questionar, refletir e mergulhar nas profundezas da dor, na tentativa de compreender e apontar saídas para quem sofre com essa doença invisível.

A fibromialgia, uma dor que se instala no corpo e permanece, tem características peculiares. Acomete principalmente mulheres; provoca impacto negativo no cotidiano das pessoas; compromete a capacidade de desenvolver atividades rotineiras e manter relacionamentos saudáveis; e muitas vezes afasta a pessoa do trabalho e a leva ao isolamento.

A autora revela que a dor, qualquer dor, quando não controlada, torna-se crônica e assume a forma de um ente que invade, toma conta do corpo e da alma de forma lenta e insidiosa, transformando o dia a dia de quem a carrega no desafio de Sísifo, aquele que leva sua dor pra cima e pra baixo sem esperança de cura.

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Habitação e Cidade para o Envelhecimento Digno

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Este livro é um trabalho coletivo que oferece aos leitores um panorama diversificado, com temáticas que ilustram os desafios relacionados à habitação digna na velhice em meio urbano. Abarca questões inéditas ou pouco presentes na literatura brasileira, tais como cidades acessíveis e caminháveis, moradias assistidas, condomínios, co-lares, centros de acolhida, instituições de longa permanência e centros-dia, sempre em relação à velhice e ao envelhecimento. Engloba reflexões de âmbito mais geral mas, também, estudos específicos sobre determinado bairro ou local. O conjunto da obra ganha relevância no cenário de envelhecimento populacional. Os artigos apresentados conjugam saberes de diversas áreas como Arquitetura, Urbanismo, Direito e Ciências da Saúde, propondo-se a um diálogo no campo da Gerontologia, em vistas à promoção da qualidade de vida e do envelhecimento com dignidade.

Os textos desta coletânea serviram como base para o III Congresso Internacional de Gerontologia promovido pela USP-Leste (EACH) e foram coordenados pelas professoras Maria Luisa T. Bestetti e Bibiana Graeff, professoras da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP), ligadas a graduação e pós-gradução em Gerontologia.

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Labirintos da Memória: quem sou?

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A origem da palavra Memória remete à mitologia greco-romana e à deusa Mnemósine, personificação da memória ou lembrança, filha do Céu e da Terra, irmã de Cronos – o deus que preside o tempo – e mãe das Musas que com ela regem as artes e todas as formas de expressão, especialmente a poesia.

Vemos, nessa perspectiva, uma articulação importante que permeia e amplia o tema, entre memória, tempo e narrativa, como arte de expressão. Assim, verificamos que desde os tempos mitológicos, passando por filósofos como Platão, Aristóteles, Santo Agostinho entre  outros. Até hoje o tema Memória, e os termos que dele se desdobram, tem sido objeto de reflexão também da filosofia, das religiões e da linguística, como arte narrativa. Se pensarmos no amplo tema – Tempo –, intrinsecamente ligado à Memória, podemos também incluir a física, a história, a antropologia, entre outras ciências.

Se a mitologia explica de forma poética a origem e o significado da memória, se ao longo do tempo a filosofia e outras ciências indagam sobre sua condição e sentido para o Homem, podemos verificar que abordar o tema requer uma ampla abertura do pensamento em uma perspectiva interdisciplinar. É o que este livro faz.

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O Alemão Veio nos Visitar: acolhendo o visitante indesejado

R$ 69,90 R$ 49,90

O Alemão Veio nos Visitar é uma obra fantástica de ressignificação da dor inicial quando a autora se debate com a confirmação do diagnóstico de Alzheimer de sua mãe.

Leitura leve, hilária em muitos momentos, mas com profunda consciência e indignação em muitos dos relatos; do quanto nossa sociedade está despreparada para lidar com o envelhecimento humano em si, e menos ainda com idosos frágeis e vulneráveis por serem portadores de síndromes demenciais; quanto o sistema de saúde pode ser um sério complicador e fator de estresse e sofrimento para pacientes e familiares.

O livro nos faz refletir seriamente do quanto ainda engatinhamos na gestão de portadores, cuidadores e familiares da Doença de Alzheimer e síndromes similares.

De filha assustada a filha mergulhada e envolvida, que usa de seus dons infusos do amor filial, e dos dotes de sua vocação de engenheira, surge uma bela lição de vida e um testemunho de sofrimento levado com humor, inteligência e criatividade.

Este livro é um forte aliado para profissionais, familiares e cuidadores que se envolvam na leitura deste livro.

As palavras acima são do geriatra Adriano Gordilho, estudioso da Doença de Alzheimer, que acompanha dona Detinha, a personagem principal do livro, há mais de 17 anos e pesquisa o fenômeno com atenção, pois, depois do diagnóstico, os pacientes vivem em média dez anos e de forma bastante precária. Detinha, no entanto, ainda apresenta alguma autonomia e interage com alguns profissionais, especialmente com a autora, Rosana Leal, filha e principal cuidadora.

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Vulnerabilidade Humana e Envelhecimento: o que temos a ver com isso

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Esta obra possui linguagem clara e objetiva, mescla uma narração de cunho histórico com uma visão contemporânea sobre o direito humano à velhice.

Ao me questionar sobre as diversas vulnerabilidades a que estamos sujeitos, sou instigado, com as páginas do presente estudo, a perceber que nesse mundo de complexas relações de disputa e poder, somos e/ou seremos, em algum momento de nossas vivências, Todos Vulneráveis.

Esta é uma obra singular, produto de uma pesquisa que busca investigar as inúmeras rupturas (vulnerabilidades) presentes no panorama social, mas focalizando um grupo social específico: os idosos. A autora transcende o campo teórico-conceitual e se debruça pelas vivências e inquietações dos idosos, verificando a situação especial que circunda o fenômeno do envelhecimento.

O livro trata dos componentes do conceito vulnerabilidade e Direitos Humanos, uma vez que o Direito transita entre caminhos de proteção e promoção, reconhecimento e redistribuição, prevenção e reparação, deveres estatais e deveres pessoais.

Aborda o surgimento do ramo Direito do Idoso e como as particularidades dessa parcela da população demandam atuações diferenciadas. Mostra o desafio de conjugar ser e dever ser, fragilidade e força, proteção e promoção, tutela e autonomia, abstração legal e concretude de feridas expostas, diferenciação e privilégios.



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